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July 04 Novo BlogPessoal, ando afastada desse blog porque descobri o wordpresss que é fantásico, cujas ferramentas são mais fáceis e carregam menos o computador do que o windowslive. VindaárR - http://vindarr.wordpress.com O novo Blog já está no ar há alguns meses, o teste drive foi aprovado, com várias visitas por dia, e você pode contar com as sessões Galdrablog, Rimas Intrapessoais, Dança Conceitual, entre muitas outras ^.^ Nos vemos por lá! August 05 Reflexões de uma Espiral AscendenteEspiral Espiral Espiral...
ViindárR August 02 Aprendendo com minhas próprias arestasAmo o suficiente para odiar. Não me ajoelho, não sou escrava. Escrevendo tudo isso eu me desapego dos meus medos. ...Idéias universais são bem diferentes da prostituição filosófica. Am worst than Pandora's box. VindárR Fórmula
A völva* que não sabe amaldiçoar Antes de se aventuar Bem e Mal são apenas condições Bênção e Maldição, Porém, VindárR
* Völva: profetisa, vulgarmente chamada de bruxa, feiticeira, macumbeira... enfim, seu conceito envolve mto mais do que as travas do senso comum, sendo ela uma viajante entre os mundos de Yggdrasil que as pessoas normalmente não adentram. Elas sempre trazem respostas que guiam - ou confundem - com o intuito de organizar uma estrutura que necessita de nova base organizacional. TolicesCaminhos de auto-conhecimento VindárR Tragédia EmoSou o veneno que liberta tua dor Liberdade óh Liberdade VindárR Conversas com a AncestralidadeHonrar VindárR ...Somos seres feitos de Ar ... Enquanto se pensa que equilíbrio é uma conquista VindárR July 29 Um Tempo nas Arcas de uma História
Ametista era uma pedrinha que sussurrava para os ventos. Certa vez, passando um bem tranqüilo pelo caminho, ela tentou chamar-lhe a atenção com seus sussurros cristalinos. O vento não a compreendia porque ela falava muito baixinho.
Então, o vento, percebendo que se não parasse não iria ouvir o que a ametista tinha a dizer, parou de circular por alguns segundos e pacientemente se pôs a escutar. A ametista ali, sem poder se movimentar, lamentou sua situação, olhando um cão a passar. Queria latir como aquele cachorro, mas não podia sequer pestanejar, pois só sabia sussurrar...
O vento então perguntou o que a ametista realmente desejava, e ela então sussurrou para o vento numa língua que ele conhecia muito bem: a língua das pedras. Ele já havia conversado com várias delas desde que o mundo fora criado e as conhecia muito bem, todos os clãs de pedras pela face da terra por aí espalhados.
A ametista disse que o tempo estava a demorar, pois sua vida nada tinha a acrescentar, seu único propósito era ser pedra, quando não, aos humanos descarregar e acabar estourada em algum canto da estrada.
O vento compreendeu a dor da ametista, e sentiu por ela profundo respeito. Ventos não choram de amor, quando estão secos, mas conseguem sentir afeição moderada. Então o vento permaneceu calado por mais um instante, e pediu um momento. Retornou com a ajuda das ondinas do lago mais próximo, e se dividiu em gotinhas de sereno naquele dia tão seco e empoeirado, sacrificando-se para levar um pouco de alento à pequenina ametista.
A pequena pedra então se emocionou, e preocupada ficou, sentido-se responsável pela morte do vento... foi então que veio a surpresa... das gotas que secaram no solo em que estava e nela própria, eis que ele de novo se formava, o vento! E alegremente – sem muita frescura porque os ventos são dinâmicos, começou a rodopiar, fazer a ametista sorrir maravilhada com a transformação.
Mas então, ela se deu conta, “se o vento fora capaz, de gotas se reestruturar, como seria com as ametistas?”
O vento não demorou a responder: “quando aqui cheguei, você me contou sua história pequena ametista. Eu acabo de lhe contar a minha.”
E partiu para a rota em que estava antes de parar para escutar os sussurros da solitária ametista.
“Mas e o tempo?” Devem se perguntar os leitores da historinha.
O tempo foi o único capaz de a tudo testemunhar e registrar, sem nada nem a ninguém contar. “De contas”, diz ele, “já me bastam as horas!”
Mári
July 23 Como funciona o Tarot?Muitas pessoas fazem essa pergunta. Uma parte acredita que que não é o Tarot que funciona, mas a vidente que vê através das cartas. Outra parte acredita que as cartas realmente falam o que acontece em suas vidas. E uma outra crê na possibilidade das duas idéias funcionarem juntas ao mesmo tempo. Vidência ou cartas falantes realmente não importam quando minha vida está em jogo e preciso recorrer a um oráculo para tomar uma decisão imortante. Numa hora como esta, preciso de apoio emocional, alimento espiritual, esperança, conforto, e a certeza de que alguém ou uma força maior está comigo me ajudando. O Tarot é uma ferramente oracular desenvolvida em tempos antigos, e teve sua ação como um mensageiro codificado através de imagens durante um período da história da humanidade, no entanto, sua origem é apenas parcialmente desvendada, composta por diversas teorias de estudiosos que perteceram aos mais diferentes tempos da história, pois os registros não nos chegam "mastigados". Atualmente, como forma de oráculo, ele atua a nível psicológico, emocional e prático na vida das pessoas. Na maioria dos casos, funciona como uma forma de terapia oracular, onde a pessoa se vê como personagem atuante e responsável pelas próprias ações. Quando uma pessoa busca o Tarot, está na realidade, buscando uma interpretação de sua realidade, daquilo que está "escrito nas entrelinhas" de sua vida cotidiana, mas que não consegue ver com clareza - essa tarefa é dada ao tarólogo, que logo, percebe através das imagens, e de outras habilidades, o que se passa na vida do consulente. Quando ingressamos em uma sessão de tarot, entramos em contato áurico com o consultor que o lê para nós. Nosso subconsciente fica exposto através deste contato, e então se torna possível a leitura de detalhes que nem mesmo havíamos pensado. É certo que cada carta possui um significado, cada elemento da composição de seu desenho possui uma representação que foi cuidadosamente posicionada pelo seu criador, e que a simbologia é uma forma de comunicação que pode ser estudada e aprendida - e naturalmente aplicada. Tanto como forma de divinação como forma de auto-conhecimento ou aconselhamento metafísico. Ciência psicológica, arte, divinação? Um pouco de cada? A psicologia terá o mérito dos arquétipos, a arte terá os méritos do envolvimento e da mestria, a divinação terá o mérito do dom, mas a leitura é mérito de quem interpreta - e o "acertar" é um mérito conjunto da colaboração entre consultor e consulente. O Tarot está incorporado ao subconsciente humano pelas idéias universais imersas no inconsciente coletivo. O Tarot fala através de mitos e o mito é uma expressão poética criada pelo ser humano para representar sua experiência cotidiana. Num curso de Tarot estudamos estas vertentes, com muita prática e conteúdo extraído da vida dos próprios aprendizes, que são os alunos e o professor. Numa consulta de Tarot, estamos ansiosos por receber alguma coisa, na postura de expectadores. No cotidiano vivemos nossos arquétipos e aprendemos com nossas lições de vida. Nossa vida compõe o Tarot. Que tal dar uma expiadinha? Hum? VindárR Quarta Mística - toda quarta no Café Esbá
Dança Conceitual: O que É
Dança é uma forma de expressão na Arte e na arte. Ela não apenas descreve elementos simbólicos da música como transcreve para o corpo o movimento que denuncia nossa estrutura psico-espiritual e emocional, mostrando nas entrelinhas, do emaranhado de detalhes alinhavados na espinha dorsal daquilo que criamos, a nossa concepção, nossa forma de agir, pensar, sonhar, e viver a vida. Foto acima: Luciaurea, em processo de Dança Conceitual, representando em performance o Tribal Fusion na versão clássica de Schwarze Sonne, do projeto musical E Nomine. A música fala de Cérberus, o cão de 3 cabeças de Hékate, A Senhora Trívia. Cérberus guarda os portões do "inferno" e na música ele "escapa" à procura de sangue e carne humana para se alimentar, enquanto o narrador tenta fugir dele - cantada em latim e alemão. Dança para mim tem que ser conceitual. Sem sentido ou simplesmente "vamos criar algo mesmo para finalidade puramente estética" serve unicamente para showbizz e nada mais. Aplauso vazio de conceito. É interessante? Sim, eu já tive minha fase de showbizz há anos atrás, quando eu mal sabia o que a música falava e mal podia conceber a grandeza da estrutura de uma frase do alaúde, do violino ou da tonalidade e textura da voz do cantor. Enfim, eu também aprecio o showbizz, mas não me deixo levar por ele. O que é um conceito? Conceito é tudo aquilo que o entendimento concebe, é a moralidade de um conto cantado e expresso em movimento na música, é o provérbio e a sentença de nossa posição física e mental daquilo que pensamos sobre o "dançar com essência", ou seria melhor dizer dançar com consciência? A dança improvisada possui seu conceito. A coreografada também. A dança cantada possui seu conceito. A articulada no silêncio também. Porém, a dança com propósito não apenas vem de dentro, ela parte de todas as direções que meu ser consegue dimensionar, incluve daquelas que não são mensuráveis. Ela é quântica! Saltos imaginativos fazem parte de nossa imaginação e ela cresce em energia, tornando-nos maiores do que realmente somos. Já ouviu aquela expressão: "nossa, ela é pequena mas cresce quando dança" ? É disso que falo e mais além. Me aborrece o fato de reconhecer que pessoas que também reconhecem esse lado, insistem em continuar na mesmice do bizz e temem dar um passo à frente, cruzando a linha da inovação. Isso quando não o fazem por mera necessidade de mudança copiando idéias que já possuem marcas. Já ouviram falar de Victor Araújo? O rapaz é um pianista ímpar e faz coisas que jamais ninguém ousou fazer com o piano, dançando enquanto toca, tendo orgasmos musicais e convidando a platéia a interagir com ele. Pois é, minha visão acerca do assunto é composta (para não dizer profana ou promíscua), mas meu aborrecimento jamais afetará a estrutura cultural que disso se alimenta - por isso me afasto e me dou o direito de escolher o que dançar e com quem dançar. Conheço bailarinas e profissionais que pensam como eu e que não abrem mão da originalidade em troca da fama. Resultado: isso as torna únicas, tão únicas que se tornaram bem conhecidas hah! Ironia? Não... conceitual eu diria ^.~ O conceito é também uma estratégia. Mas somente pessoas artisticamente inteligentes captam esse discurso. Como pagã, cristã, budista e o diablo à 4ª potência, esse paradigma de dança abrange todas as concepções da alma humana, respeitando aspectos que não seriam sequer experimentados em função de rótulos tão mal divulgados atualmente e tão bem aproveitados pela mídia do dinheiro. Dinheiro? Sim! Eu também gosto, mas com princípio e honra aos meus créditos pessoais. Arrogância? Quem a enxerga em mim a tem primeiro dentro de si mesmo... só posso sorrir e me curvar como o bambu para me levantar segundos depois. Mas fica aqui minha visão: ninguém é obrigado a concordar, no entanto, eu empresto meu slogan.
VindárR - (Luciaurea Coelho) July 21 O Inconsciente e a Produção Arquitetônica IVPara a realização de análises que sejam satisfatórias, há a necessidade de compreender a linguagem de alguns elementos importantes na composição arquitetônica. Baseemo-nos em alguns estudos de Bruno Zevi:
Ø A linha horizontal: a percepção segue por onde o homem caminha – a terra. É imanente, racional e intelectual; Ø A linha vertical: símbolo do infinito, do êxtase, da emoção, faz com que os olhos se voltem para o céu, afastando-os de sua diretriz normal. É também ilusória, pois não fornece dados concretos acerca de seu comprimento. Se for ascendente, pode simbolizar alegria, se descendente, tristeza; Ø A linha reta: decisão, rigidez e força; Ø A linha curva: hesitação, flexibilidade e elementos compositivos; Ø A linha helicoidal: também símbolo de ascensão. Pode significar desprendimento, libertação da matéria. Ø O quadrado: transmite a sensação de segurança, certeza definitiva, o palpável, o concreto; Ø O círculo: sensação de equilíbrio, unidade, controle sobre todos os elementos, por sugerir convergência para o centro. É também a idéia da perfeição, do dinamismo e do movimento contínuo, do céu, a lei final e conclusiva – por isso a inspiração das cúpulas semi-esféricas; Ø A elipse: sugere movimento com inquietude, porque se desenvolve em torno de dois centros e não permite o repouso da visão.
Outros elementos, como as qualidades das linhas, superfícies e volumes, são mais que adjetivos abstratos. São qualidades vivas, que revelam ousadia ou insignificância, tensão ou relaxamento, potência, fluidez, vulgaridade, ecletismo, mudez, dramaticidade, pressão, resistência, articulações, alegria, elegância, etc. Pode-se dizer que sejam reflexos do interior do homem.
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Continua... O Inconsciente e a Produção Arquitetônica IIIFUNDAMENTAÇÃO SEMÂNTICA DA FORMA
Reunindo estudos da Gestalt, Semiótica, Proxêmica, Topofilia e Psicologia Analítica, é possível analisar diferentes obras de arquitetura e seus respectivos efeitos no comportamento, como também tecer um paralelo entre outras artes que traçam formas e organizam conjuntos no espaço, como a Dança, o Teatro e a Música.
A análise dos elementos geométricos, relaciona a identificação do espectador com as formas na arquitetura, que transcreve os estados de espírito do homem para a construção, humanizando-a. A este elo afetivo dá-se o nome de Topofilia.
De acordo com a sensibilidade perceptiva do indivíduo e respectivas condições biológicas, este vai se utilizando do espaço, segundo o que sente e percebe dentro dele, e segundo suas influências culturais. Isto é Proxêmica.
Nestas análises, descobriu-se que as formas arquitetônicas vibram em simpatia simbólica, justamente porque provocam estas reações.
Assim, a arquitetura, além de influenciar o comportamento do homem, mesmo que não o garanta nem o determine, é também, o resultado do que já existe dentro do próprio homem, uma vez que este vê, a projeção de si mesmo naquilo que seus sentidos lhe revelam. Neste item, a arquitetura não é uma máquina de provocar reações, embora possa ser utilizada como tal, mas antes, o resultado do estudo do próprio homem e de seu reflexo.
Existem diversas interpretações da arquitetura. Elas podem ser apenas geométricas, podem ser musicais, podem ser formalistas, podem ser espaciais, antropocósmicas e também antropomórficas.
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Continua... O Inconsciente e a Produção Arquitetônica IIVamos pensar em nosso planeta.
A Terra, geralmente simbolizada como quadrado, quadratura do círculo, e o Céu, geralmente simbolizado como o próprio círculo, foram largamente utilizados na forma das mandalas. Yi-fu Tuan, pesquisador da Topofilia, informa que foram também utilizados como plantas arquitetônicas de alguns templos chineses e indianos, inclusive de algumas cidades tradicionais – idealizadas especialmente para representarem a atmosfera cósmica através do círculo, num espaço sagrado – seguindo orientação cardeal ou solar, a fim de, por projeção consciente (por parte do criador), e inconsciente (nos usuários), exercer função benéfica sobre as pessoas.
Tuan conclui então, que algumas das respostas psicológicas mais comuns, no ser humano, se resumem na necessidade intrínseca de estabelecer relações significativas entre os elementos, fenômenos naturais, as cores e a forma, em esquemas cosmológicos. Tais esquemas, na expressão de Edmund Bacon são expressos em inter-relações filosóficas das forças de massa e espaço, que dão luz à forma na arquitetura, difundido no espaço um “espírito que se relaciona com as atividades, que ocupa o lugar nele (espaço) e que agita os sentidos e as emoções das pessoas que o utilizam”.
Vamos imaginar uma interessante relação entre elementos cósmicos, naturais e matemáticos, como o movimento de uma galáxia, a concha do Náutilo, e uma escada construída como elemento arquitetônico, todos, relacionados à espiral logarítmica, sendo que, nas conchas é que se encontra, com maior freqüência, as espirais na Natureza – embora elas também apareçam no reino mineral, em fraturas de rochas como o basalto, no reino vegetal, como no girassol, e no reino animal, até nas presas dos elefantes.
Curiosamente, na pesquisa experimental de Jung, é citado que existe mesmo uma inter-relação entre a microfísica, os processos biológicos e o inconsciente. Espaço, tempo, matéria, energia, campo, partícula, são conceitos básicos da física, no entanto, originalmente, foram idéias semimitológicas sob a forma de intuições, arquetípicas, dos antigos filósofos gregos, e que hoje, expressamos na matemática.
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Continua... O Incosciente e a Produção ArquitetônicaCONSIDERAÇÕES SOBRE O INCONSCIENTE COLETIVO E SUAS MANIFESTAÇÕES na produção arquitetônica
O homem desenvolveu uma alta capacidade para o comportamento simbólico. Tal simbolismo tende a se manifestar culturalmente em sua arquitetura, através de imagens arquetípicas registradas no inconsciente coletivo – reservatório de imagens latentes, conhecidas como arquétipos ou formas primordiais pré-existentes, herdadas da vida psíquica de nossos ancestrais e do passado biológico e genético de toda a humanidade – que, mesmo nos animais, são instintivas: os gansos que emigram em formação triangular, ou as abelhas que se movem em círculo ou em oito, para indicar às companheiras a descoberta de uma zona melífera.
Segundo Jung, formas arquetípicas-chave, como o círculo, o triângulo e o quadrado, emergem da natureza biológica, não com perfeição, mas como uma interpretação humana, penetrando no inconsciente coletivo. Estas formas arquetípicas-chave dão origem a todas as demais. Esta abstração geométrica é conferida pela mente humana, no estudo da geometria filosófica, cujos conceitos se seguem:
Ø O círculo, durante milênios, foi símbolo de perfeição e unidade absoluta, sendo, na cultura pitagórica, associado a Deus; Ø O triângulo, por sua vez, representou a trindade, ou a união do PAI com a MÃE para o nascimento do FILHO – estando entre o plano do divino (unidade do círculo Deus/Pai) e o material (Terra/Mãe); Ø O quadrado, sendo considerada a primeira forma nascida, manifesta a materialização do plano físico.
Estas considerações não são válidas igualmente para todas as culturas, porém, foram largamente analisadas e estudadas, nas produções artísticas, arquitetônicas e urbanas por Carl Gustav Jung. Estudiosos como Robert Lawlor, afirmam que os esquemas geométricos da vida no mundo antigo eram estudados pelos geômetras, que, ao utilizarem compassos e réguas, tentavam reproduzir a gênese das formas para compreenderem os princípios da evolução e da criação da vida.
Nossa realidade imediata se expressa de maneira matemática. Os sons, por exemplo, nada mais são que padrões no ar, ondas que possuem uma estrutura escondida de intervalos e ritmos que são detectados por nossos ouvidos como harmonias ou desarmonias. Isso significa que nosso senso estético auditivo é programado matematicamente para perceber os sons.
Na Idade Média, os arquitetos e compositoras relacionavam a matemática da música às estruturas que construíam. Notre Dame de Paris, por exemplo, foi literalmente desenhada para personificar os intervalos e tons musicais.
Curiosamente, esquemas biológicos que hoje são captados por nossa tecnologia, eram representados na arquitetura dos tempos antigos. A rosácea das igrejas, por exmplo, têm sua matriz na fotossíntese: a molécula de clorofila produz uma “rosácea”, cuja simetria também é de doze eixos. Na filosofia antropocósmica, o corpo humano sempre atua com proporções importantes como base para a planta de uma catedral ou templo. Atualmente, nossas respostas sensoriais às influências dessa "geometria natural", se assim podemos chamá-la, são ainda admiráveis. Por exemplo, na percepção humana, a resposta psicológica mais comum ao círculo continua sendo a idéia da perfeição.
VindárR
Continua...
Dados para Citação Bibliográfica deste texto: BARBOSA, Simone Luciaurea Coelho: Forma Arquitetônica e Comportamento [Trabalho Final de Graduação do Curso de Arquitetura e Urbanismo, 2002].
Reiki: O que ÉSó hoje não sinta raiva e não fique zangado.
Só hoje abandone suas preocupações.
Só hoje agradeça suas bênçãos, reverencie seus ancestrais.
Só hoje faça seu trabalho honestamente.
Só hoje, mostre amor e respeito, e seja gentil com todos os seres vivos.
Ki = Energia. Rei = Universo. ReiKi = Energia Universal.
A palavra japonesa Ki, se refere à Energia Vital que todos os seres possuem. Na China, é conhecida por Chi, que circula através dos meridianos da acupuntura. Na Índia é conhecida por Prana – que inspirou nas técnicas de meditações que se utilizavam da respiração, os Pranayamas. Os cristãos mencionam Poder do Espírito Santo. Os nórdicos acreditavam na existência do Önd. Para os judeus é Nefesh, para os antigos egípcios Ka, para os gregos Pneuma, para os sufis Baraka.
Seja qual seja o nome, o conceito é extremamente parecido em diversas culturas. Motivo pelo qual o Reiki, foi estruturado como um sistema de harmonização pessoal ou coletivo; no entanto, existe uma grande diferença entre a Energia Reiki e os Sistemas Reiki.
O Reiki enquanto energia, está disponível para todos. Enquanto um sistema, trata-se de uma escola, com vertentes culturais filosóficas e influências conceituais dirigidas por seus fundadores, disponível em cursos de formação que incluem níveis até o mestrado.
O ideograma (japonês) do Reiki, literalmente significa Chuva Maravilhosa ou Chuva Milagrosa – porém representa muito mais do que isso. O povo japonês é hábil ao definir com simplicidade, conceitos que o ocidental se deteria horas e horas, a tentar compreender idéias que são naturalmente isentas de definição.
O ideograma Reiki exprime o conceito de ida e volta, relacionado ao movimento de dar e receber, às atitudes de compartilhar e agradecer, resumindo uma idéia pagã ancestral e valiosa deixada pelos dos povos nórdicos "um presente requer outro presente".
Aceitar e reconhecer que esta Energia existe em abundância para todos, independente do nome que receba em cada espaço de Midgard (Terra), e que interagimos todos com Ela, já é uma maneira de experimentarmos essa conexão.
Teste em você mesmo: olhe para o ideograma, depois feche os olhos e sinta: Energia Vital, Sopro de Vida, Espírito Santo, Chuva Milagrosa, Energia Cósmica, Önd. provavelmente você escutará sons que não podem ser reproduzidos por instrumentos humanos, ou um simples soprar que entra pelos seus canais de enrgia.
Você pode se surpreender com o resultado. E é tão simples. Simples como respirar.
Simples assim...
Por favor, respire...
VindárR
July 18 Enxergar com os olhos do amanhãSe eu pudesse enxergar com os olhos do amanhã
Eu evitaria todas as atitudes que viessem ferir
Se eu pudesse enxergar com os olhos do amanhã
Eu colocaria em prática as coisas que costumo protelar
Se eu pudesse enxergar com o olhos do amanhã
Eu saberia inovar antes dos invetores mais adestrados
Se eu pudesse enxergar com os olhos do amanhã...
Mas só posso enxergar com meus próprios olhos
E conhecendo a disputa entre as mentes e as coisas
Sei que a idéia do amanhã é uma invenção humana
Então estes olhos são os únicos que realmente
Vão além do amanhã!
Eles não são condenados às duas cavidades do rosto
Nem às humanas considerações dos achólogos existenciais
Porque os olhos não impedem visões reais
Sempre existiram livres dentro do Corpo do Universo...
VindárR
July 11 Teoremas de um dogma enrustido...
Uma constatação me fez lembrar
De um conceito bastante interessante
Nós ocidentais temos o hábito cultural de considerar
O ar como nada ao invés de sunnyata*
Embora o sunnyata não seja o ar.
Não os incorporamos como uma constante
Sempre estiveram aqui, lá, acolá...
"Um quarto apesar de aparentemente vazio (sunnyata)
Está repleto (sunnyata) de ar."
Isso é uma idéia oriental que ilustra
O quanto ele, o ar, pode preencher uma real dúvida
Até a própria dúvida provar nessa busca
Que ventos se comportam de maneira súbita
Movidos por inteligências de naturezas múltiplas
Mostrando que nossas respostas, na forma, têm faces cúbicas.
Vento é ar em movimento
Tal ar preenche nossos pulmões
Trazer, levar, receber ou mensagens aceitar
Representa interagir com a voz do Prana
Que não tem boca humana para falar...
Equanto verdades são vendidas e consumidas
Não enxergamos que sempre estiveram lá
Dogmas mudam de nome e usam máscaras
Que os tornam atrativos inclusive para o mar
Porque a água também não têm língua humana para tagarelar...
Quando nos expressamos em função de alguma idéia
Estamos compondo em 5 elementos
Uma diversidade cultural, uma odisséia;
Original, conceitual, experimental e virtual foi Einstein
Que nos vendeu a relatividade como coisa séria.
Vento, montanha, incêndio ou mar
São apenas aspectos a expressar
Quando a verdade não passa de consolo humano
Criado para fazê-lo se conformar (e auto-afirmar?)
Sem saber que o próprio wyrd ele pode mudar.
As pessoas se alimentam de verdades
Que as sopram por dentro e as colocam em movimento
Compram aquilo com que têm afinidade
Como conteúdo para inspirar
Porque essas idéias as alimentam.
Ninguém vive sem respirar.
Conhecer ou reconhecer, descobrir ou redescobrir, catalogar ou mencionar a verdade?... Um olhar para dentro já traz uma bela mensagem dos nossos pulmões.
VindárR
* Sunnyata: quando Buda expressou pela primeira vez essa palavra ele quis dizer não-materialidade, um estado de potencialidade pura que contém as idéias do tudo e do nada, que por sua vez geram sinergia para que algo se forme e tome 'vida' - só se torna 'relativamente absoluta' (ou seria absolutamente relativa?
July 10 Faces da MadrugadaApenas uma das minhas visões Da Grande Camada - ainda sem poder ver todo Seu maravilhoso conteúdo... que pretensão! rrrssss Talvez nunca chegue láh... que importa isso quando o percurso tem mais aventura que o fim e o recomeço, e a viagem é, da loucura, o prazer da sanidade?
A Jovem se comportava alegre
Tão transparente e tão bela
Fylgjas* à Sua energia se mesclavam
E com seus 'tutelados'
Permeavam por Ela
A Senhora, discreta conversava
Direta, inspirava grande confiança
Fylgjas lhe contavam o que com eles se passava
E com seus protegidos
Estabeleciam verdadeira aliança
A Anciã em profundidade e silêncio observava
Sorrindo em tons de esperteza e seriedade
Fylgjas sentiam Sua veracidade
E junto com seus queridos
Dela bebiam sabedoria e lealdade
As Três Faces eram parte de uma só
Composta em perfeita combinação
Fylgjas sempre sabem Sua Intenção
Ensinando aos seus amados
O dom da verdadeira Intuição
Acessando conhecimentos arquivados
Em mais de mil faces feitas de uma só
No wyrd desfazem o nó
Daqueles que pensam voltar ao pó
Quando de árvores são formados
... ... ...
Viagens conscientes só podem ser realizadas mediante o conhecimento das Três Faces. No entando existem outras, além dessas, que não conhecemos, mas se conhecemos o fylgja, podemos confiar que 'ele' realizará sempre por nós o melhor.
Avancemos pelo caminho de nossa jornada.
Não há nada mais pleno que saborear o gosto inesquecível da liberdade.
Não há nada mais pleno que assumir nela nossa responsabilidade.
Não há nada mais pleno que sentir a relatividade de todas as verdades.
Não há nada mais pleno que simplesmente existir.
VindárR
* fylgja: daemon, guardião, parte de nós e parte da natureza existente ao nosso redor. Não tem forma definida e se apresenta conforme o conteúdo disponível em nosso subconsciente. |
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